[Resenha] A Culpa é das Estrelas - John Green

O filme “A Culpa é das Estrelas” do autor John Green, estreio nos cinemas a algum tempo, o filme que tem nos papéis principais a atriz Shailene Woodley e o ator  Ansel Elgort. Devido ao sucesso do filme, eu decidi fazer uma resenha do livro que eu tinha lido a algum tempo atrás, bem antes de se falar em um possível filme para as telonas.

Apenas uma questão: Minha opinião é bem diferente da maioria das pessoas que já leram o livro, então não fiquei chateado caso você não veja uma resenha dizendo o quão maravilhoso o livro é, por que na minha humilde opinião não é.

Resenha: O autor John Green sabe escrever e emocionar muito bem, tudo isso é indiscutível. O livro é narrado pelo ponto de vista da Hazel, tem um leve toque descontraído de conversar e seus pensamentos torna a leitura muito agradável e flui muito bem. Só que a emoção que muitas pessoas descrevem, imaginei terminado o livro em lágrimas, do mesmo modo que aconteceu quando li “Before I Die”. E não, isso não me aconteceu. O livro é bom, recomendo para todos que me pergunta se ele é bom, mas ao contrário de muitas garotas não achei a leitura tão emocionante.

Eu me apaixonei pelos personagens e por sua luta, a Hazel tem 16 anos e há 3 luta contra um câncer terminal que, apesar de estar regressando, não vai lhe dar mais que alguns anos de vida. Ela abandonou a escola há algum tempo e passar as tarde assistindo American Next Top Model, o que não quer dizer que ela seja totalmente infeliz. Muito pelo contrário, a verdade é que a Hazel há muito tempo aceitou o fato de que não vai viver muito. E a chatice de ter que carregar um cilindro de oxigênio para todos os lados, o que tornou algumas cenas meio estranhas. Mas então ela conhecer o Gus, o personagem que me manteve na leitura ávida do livro, ele é lindo e tem seu próprio sofrimento para lidar, tendo perdido uma perna pelo câncer. Ele é fofo, e conhece a Hazel em um grupo de apoio, daí nasce o relacionamento dos dois. Mas o que amei no livro foi a força que a Hazel tem (ou finge ter), se preocupando com os outros mais do que consigo mesma, afinal ter que lidar com a possível morte a qualquer momento e ainda sim se preocupar se o outro e quem vai sofrer e muito para lidar, com um humor é ótimas dose de ironia, tornou a Hazel um dos poucos personagens feminino que me cativou, mas ainda não torna o livro uma grande leitura por que faltou muito, mas compensou em um Gus inteligente e muito cativante, tornando as interações melhor.


A história é bastante emocionante, mas ainda muito fácil de ver em outros livros, a escrita de John e ótima, mas não o torna um dos meus autores preferidos, ainda, mas depois de ter lido “Quem é você Alasca?”, cujo livro me decepcionou um pouco, talvez o “O Teorema de Katherine” pudesse mudar a minha visão de John Green, mas até este momento ele ainda é um autor previsível e pouco criativo em suas escritas. Afinal eu ri ao ler o livro, a Hazel e o Gus mostraram em cada página sobre superação que muitos portadores de câncer têm que ter, bem com as vitórias, e infelizmente as derrotas. E foi isso que me deu aquela vontade de ler o livro, por que apesar do amor, ele não pode curar um câncer, mas da esperança.




Ela é tão linda! Não me canso de olhar para ela. Não me preocupo se ela é mais inteligente que eu: sei que é. É engraçada sem nunca ser má. Eu a amo. Sou muito sortudo por amá-la. Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas. Espero que ela aceite as dela.

A Culpa é das Estrelas

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