Beleza Adormecida | Crítica


Sinopse:  Lucy (Emily Browning) é uma jovem universitária que vive precisando de dinheiro. Para isso, divide o apartamento com outras duas pessoas e possui uma série de pequenos empregos. Através de um anúncio de jornal, entra em contato com uma inusitada agência, que a contrata para prestar um trabalho estranho chamado beleza adormecida. Ela adormece. Ela acorda. É como se nada tivesse acontecido…

Critíca:  A primeira vez que ouvi falar em “Sleeping Beauty- Beleza Adormecida”, foi primeiramente por que sou uma admiradora do trabalho da Emily Browing que dispensa qualquer comentário sobre suas escolhas no cinema, muitos a conheceram pelo filme “Desventuras em série”baseado em uma series de livros, sendo só lançado um. Ou por que ela era para ter sido a Bella Swan da Saga  Crepúsculo ao invés de Kristen Stewart, que foi a segunda opção da diretora Catherine Hardwicke, já que a Emily havia recusado o papel no longa. Mas retornando ao filme Beleza Adormecida, o longa  foi dirigido e roteirizado pela estreante Julia Leigh, o filme roteirizado por Julia é um drama que tem uma atmosfera esquisita, pesada e um tanto polêmica que envolve um mundo misterioso do prazer e sexo escondido, quando um jovem chamada Lucy(Interpretada pela Emily Browing)  arranja um emprego freelancer para trabalhar como garçonete, que tem como ‘mo delito’ uma lingerie insinuante, e sem saber e drogada e colocada em um ambiente  acompanhada de velhos homens que se aproveitam da situação, cada um a sua maneira, mas esquisita do que a outra.  Em partes o filme não transmite qualquer tipo de emoção por parte de todo o elenco o que prejudicou um pouco o trabalho da atriz australiana, é muito, mas prejudicado por uma história completamente vazia onde sua personagem tem a difícil missão de preencher muitas lacunas, fato que ocorre no decorrer de toda a história.  Muitos ao olhar a imagem de uma mulher bonita, de cabelos loiros e pele clara associaram ao filme clássico da Disney “A Bela Adormecida” esta comparação interessante a se construir e refletir.

Emily Browning chama a atenção no decorrer do longa, principalmente em razão de sua beleza e juventude, do seu jeito sempre meigo em qualquer filme que interpreta, é impressiona ainda mas a sua  coragem como atriz, que em nada lembra a menina vista em Desventuras em Série e também foge do fetichismo raso visto em Sucker Punch – Mundo Surreal. O problema é que ela tem uma boa atuação em um filme vazio e superficial, cuja história se firma em lacunas, e pontos perdidos a todo momento, a história do longa não chega a ser um roteiro piegas com poucos motivos para ser uma bela obra, mas  o  fato de Browning ainda não ser uma cara totalmente conhecida em Hollywood colabora com a pouca divulgação que o filme recebeu.Embora a ideia da diretora estreante Julia Leigh é cheia de promessas e pretende realizar uma exploração do desejo humano, das oportunidades perdidas enquanto a velhice, mas não passa de um pretensioso exercício forçadamente artístico, quase acadêmico em sua execução. Ha algumas cenas de impacto dentro da mansão em que as melhores cenas do longa se desenrola,mas nada que torne Beleza Adormecida digno de atenção. O que se torna lamentável, e um pouco cansativo de querer assisti-lo até o final. Ainda sim o filme concorreu a uma Palma de ouro em 2011 e ganhou visibilidade justamente por causa do tema e por ter sido vendido (ou concebido) com uma versão “Sombrinha e adulta” do clássico da Disney- rótulo que só faria sentido, se a princesa Aurora transforma-se seu sono em uma válvula de escape, para fugir de uma realidade alimentada de um desejo autodestrutivo, o que todos nós sabemos que não acontece.


Um único ponto que podemos tirar deste longa é  que assim como Lucy, outros personagens de “Beleza Adormecida” estão presos em uma existência em que a única certeza é o fim dela e que aguardam por um “baque” para despertá-los, como um sujeito que, ao conversar com Lucy em um bar, diz que algumas pessoas fingem a própria morte enquanto ele assume fingir a própria vida. Trata-se de um sentimento que nem as imagens de “Beleza Adormecida” conseguiriam traduzir perfeitamente.

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