Divergente | O Que Achei

Sinopse: Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice (Shailene Woodley)completa 16 anos ela tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. Elas são cinco, e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade, coragem e outros. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, escolhendo uma diferente da família, e tendo que abandonar o lar. Ao entrar para a Dauntless, ela torna-se Tris e vai enfrentar uma jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade. Além disso, Tris conhece Four, um rapaz mais experiente na facção que ela, e que consegue intrigá-la e encantá-la ao mesmo tempo.


Pela primeira vez eu pulei um livro e caminhei diretamente para o filme, e inicialmente me senti meio perdida em alguns aspectos da história, talvez o livro explique bem, mas o contexto social e histórico que o filme tenta passar, por que não li o livro, mas o filme não fornece explicações. Até por que para os não leitores do livro, pode ser difícil entrar neste mundo, afinal podem pensar o que pode ser tão complicado de entender, mas para mim foi, por que o livro não é com “Crepúsculo” cuja história já se sabia e foi explicado nos filmes que Edward era vampiro e tudo em seu mundo era perigoso. Agora em Divergente,e complicado entrar neste mundo, compreender porque é tão arriscado não pertencer a nenhuma facção e se tornar um divergente. Certo que compara-lo ao estilo de “Crepúsculo” seria ridículo porque o filme e totalmente diferente. Ainda sim, o filme demora um pouco para engrenar e boa parte dele fica focada no treinamento da Beatrice.

Confesso que Four (Theo James) foi uma grande surpresa para mim, não conheço os trabalhos desse ator, mas a química dele com a Shailene Woodley, foi perfeita, e consegue levantar o filme.

Um ponto forte desde filme ficou nas cenas de ação, o ritmo dos treinamentos é bom, e bastante convincente, e novamente devo me derreter pela Shailene Woodley, ela consegue dar conta da complexidade da personagem, e principalmente nos momentos de tensão. O diretor Neil Burger soube muito bem apostar no talento dessa jovem atriz e aproximar a câmera do rosto dela sempre que possível, fazendo assim a cena ter mais veracidade.

Divergente pode se considerado um filme mediano, as cenas de ação são boas, alguns atuações deixam a desejar, mas vale destacar o fato de ter colocado um romance simples e pontual dos protagonistas, sem excessivas cenas de amor, e momentos melosos. Ainda sim o contexto do roteiro foi fraco, ele soube suprir alguns pontos esperados pelos leitores e fãs dos livros, explica algumas mínimas bases da história o que me irritou, ainda mais para todos que ainda não conhecem a obra de Veronica Roth. 


Divergente é a parte de uma trilogia que ainda conta com Insurgente, cujo filme já esta em pré-produção e possivelmente será lançado em 2015, e Convergente que vai ser divido em duas partes, um lançado em 2016 e outro em 2017. O que praticamente já era esperado, afinal depois de Harry Potter virou moda o último filme ter duas partes. Bom ou, não ajuda os fãs a terem, mas expectativas para os próximos lançamentos.

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