Os homens são de marte...E é pra lá que eu vou | Crítica

Sinopse:  Ironia. Essa é a definição ideal para a situação de Fernanda (Mônica Martelli), de 39 anos, que trabalha organizando a cerimônia mais importante do imaginário feminino, o casamento, mas é solteira. Forte devota do amor, a produtora lida com os mais diversos tipos de homem e reserva grande parte do seu tempo à procura do par perfeito.

Crítica:  O filme poderia ser definido com um típico roteiro para mulheres solteiras que buscam a felicidade e o parceiro numa busca invalida de ter um relacionamento duradouro que leve a algo mais sério, levando em consideração que a personagem principal esta a beira dos 39 anos, e não é casada nem tem filhos mas busca incessantemente um parceiro ideal e falha completamente nesta busca.

Os homens são de marte.. E é pra lá que eu vou é baseado em uma peça de teatro que ganhou as telonas, o que pode se considerar uma coisa rara de acontecer, o que me despertou ainda mas o interesse já que conseguiu se sobressair o suficiente nos palcos para ganhar uma versão para o cinema. Ainda sim não imaginei que fosse me identificar tanto com a Fernanda as situações em que ela passa para encontrar um relacionamento com um cara que não a use apenas para transar meio que desperta em muitas mulheres um sentido de identificação, o feminismo neste filme e claro, a essência disto e grande no roteiro e a mesmo tempo tem um toque machista em seu desenrolar pois tem momentos em que a Fernanda não faz valer a sua vontade, mas sim a vontade do macho alfa, ela e mutável ao que o homem no relacionamento quer, com se para ele desejar e querer seja do modo dele e não da forma que ela quer, sem voz ativa, com no relacionamento que ela cria com o milionário Robertinho (Humberto Martins) que me proporcionou alguns momentos engraçados, mas nem tanto, ainda sim a situação em que ela se coloca por ele e ridícula para uma mulher cuja vida não depende de um homem, e a situação só declina quando ela viaja para a Bahia e conhece o alemão Nick (Peter Ketnath) onde ela abre mão de seu ambiente e trabalho para viver uma vida que não se adapta a ela só por que ele diz a ela que tem que se adaptar, mas foram momentos bem engraçados no filme.

Ainda sim tem traços feminista por mostrar que mulheres tem o direito de viver sua sexualidade e buscar prazer quando necessário o que acontece em um momento do filme com o Marcelinho (José Loreto), e mostra que mulheres tem sua própria independência financeira.


Eu rir muito, me identifiquei bastante com esta história, mas acho que nem toda mulher se vê nas situações colocadas no filme, e o maior problema deste longa talvez tenha sido os momentos muito dramáticos destas situações vividos pela personagem, que soa fora de lugar em um filme tão leve e engraçado, ela leva um pé na bunda e depois se recupera mas não antes de passar uma música triste, um trecho triste, chora, e haja um ar dramático. Embora não seja nada que prejudique a interpretação da Mônica Martelli que me encantei completamente neste filme, um tique dela me fez rir muito no longa onde a Fernanda seu personagem sacode o cabelo, literalmente nas situações de início de paquera.

Amei e super recomendo.


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