Poesia de Quinta


Por toda minha vida eu tenho procurado por certas respostas, tipo “quem eu sou?”, “quem eu vou ser quando crescer?”, “será que eu tô fazendo certo?”. 
Eu sei, todo mundo fica preso com esses pensamentos na cabeça em algum ponto da vida. É clichê reclamar disso, mas é que eu tô cansado. 

Sinto que mundo tá girando e eu tô parado, observando. Eu passo a maior parte das minhas horas no quarto, esperando o dia que eu vou ter a chance de realmente ser feliz comigo mesmo, imaginando como será a minha vez de viver todos os meus sonhos, mas a realidade é que eu não sei se tudo isso vai sair realmente da minha imaginação. Quero ter certeza, porém, não posso. Ninguém pode! É assim que sempre foi, você passa mais tempo planejando coisas do que as fazendo.


A ida parece geralmente demorar mais que a volta, não é? Assisto séries, leio livros, ouço músicas, tudo para fugir da constante preocupação. Não que eu goste da ideia de fugir das coisas ou de viver uma vida fácil, porque se a vida fosse fácil não teria o que aprender durante o caminho. Seria muito bom já nascer sabendo, por exemplo, o nome da pessoa que iriamos passar o resto das nossas vidas juntos, ou talvez a ocupação que mais amaríamos ter, mas seria superficial demais, jamais entenderíamos o verdadeiro sentimento de querer algo. Ganhar algo, não gera o mesmo sentimento que lutar pra ter. 


Eu tô aprendendo a lidar com tudo isso que tá acontecendo comigo. Eu deixo o tempo me mostrar o que eu devo fazer, dou o melhor de mim para as coisas que eu acredito, encero todos os meus dias esperando ganhar em retorno a resposta que tanto tenho procurado. 



A vida é feita de escolhas, momentos, felicidades e tristezas. Agora pode parecer ruim, mas continuo acreditando e trabalhando na incerteza que dias melhores virão.


Eduardo Cilto.

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