Demônio de Neon – Crítica

Sinopse: Jesse (Elle Fannng) é uma jovem de 18 anos que acaba de chegar a Los Angeles. Dona de uma beleza natural impressionante, ela tenta a sorte como modelo profissional. Após tirar algumas fotos mórbidas para um jovem fotógrafo, é contratada por uma conceituada agência de modelos. Bastante ingênua, ela passa a lidar com o ego sempre inflado das demais modelos e também com a maquiadora Ruby (Jena Malone), que possui intenções ocultas com a jovem.

Elenco: Elle Fanning, Jena Malone, Bella Heathcote
Direção: Nicolas Winding Refn
Data de lançamento: 29 de Setembro de 2016

Crítica: Demônio de Neon foi um dos filmes mais estranhos que eu pude conferir esse ano, confesso que, quando foi lançado eu tinha muito curiosidade de conferir, já que é do mesmo diretor do filme “Drive” com Ryan Gosling, que gostei bastante. Porém nessa nova produção, temos uma crítica clara ao mundo da Moda e a forma como as mulheres nesse meio desejam de alguma forma derrubar umas as outras, como animais que estão prestes a entrar numa abatedouro, e literalmente vemos isso ao final do filme.

Porém essa produção tinha tudo para ser algo diferente, e assim forma uma crítica interessante mostrando um ponto de visão que impactasse, mas parece que no meio do filme o diretor se cansou da história e o longa se torna monótono e sem sentido, com frases arrastadas, só ganhando alguma notoriedade graças a escolha perfeita da Elle Fanning para viver essa modelo aspirante ao mundo da moda, que de alguma forma encanta e o diretor sabe disso, e soube usar – se bem desse aspecto doce da Elle, mas ainda sim, não consegue convencer com essa história que no meio do filme se torna algo bizarro e para mim, foi um sacrifício continuar até o ao final do filme.


Mesmo com um jogo de imagens, e com cenários interessantes, Demônio de Neon se tornou para mim uma produção que não assistira novamente, não por ser uma crítica perturbadora a forma como as modelas nesse meio agem, mas sim, por que a história tinha tudo para ser excelente e por um roteiro tenebroso, se tornou apenas mais um filme num estilo ousado e diferenciado que possivelmente pode agradar  alguns, e como a mim, desagradar a outros.


Gostaria de alguma forma ter gostado dessa produção que conta com um elenco maravilhoso, como Keanu Keeves que faz um papel coadjuvante e pequeno na produção, ou como a talentosa Jena Malone que vive uma mulher perturbadora e que com o seu sorriso sarcástico, consegue realmente me dar medo em alguns momentos do filme. 


Enfim o filme se resume a uma história vazia e sem sentido, que se perde da metade da história para o fim, como disse não assistiria novamente, mas fica a dica para quem quiser conferir e tirar suas próprias conclusões quando a essa produção que foi exibida no 69º Festival de Cannes, em maio desse ano. 

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